[:pt]Visto o significado do termo “Governança” para as organizações sociais (famílias, comunidades, “coletivos” etc….) e entidades privadas ou públicas, podemos passar então a discutir qual a importância dela – da “Governança” – e o porquê devemos pensar em nos utilizar dessa “Governança” no nosso dia-a-dia, para as nossas atividades mais corriqueiras, já que, tanto na vida em família, quanto na vida comunitária, profissional etc… somos senhores de nossos destinos e estamos sempre a “gerir”, ou seja, administrar nossas questões pessoais e coletivas diante e juntamente com todos com os quais convivemos.
Se governança significa obediência a regras, sistemas de regras e comportamentos, “Governança” é sobretudo atitude!
Atitude de colocar o interesse pessoal sempre a “reboque” e, em “segundo lugar”, em relação ao interesse coletivo, atitude de se doar em prol de algo maior, atitude de se submeter ao julgamento dos demais e procurar, sempre e independentemente de qualquer questão, a obediência estrita das normas de convívio estabelecidas pela família, pela comunidade, pela cidade, pela empresa da qual faço parte.
Assim, se todos se imbuírem da mesma atitude de se colocar a serviço do outro em prol do todo, fica muito mais fácil resolver e buscar soluções para todas as questões, sejam elas questões favoráveis ou até mesmo problemas que ameacem a coesão e sobrevivência do “conjunto”, do todo, do grupamento de pessoas regulado pelas normas de governança ao qual se refere.
Assim, porque devemos estabelecer regras de convivência pacífica, ou seja, regras de “Governança”?
É para termos uma “previsibilidade mínima” em relação ao que fazemos por nós e nossos entes queridos, familiares, amigos.
É para que tenhamos certeza, num contexto de mudanças, benéfico ou até mesmo desafiador, de que os nossos patrimônios, as nossas vidas, as nossas comunidades e até mesmo as nossas empresas, de onde muitas vezes tiramos o nosso “ganha-pão”, o sustento de nossa vida e nossas famílias; terão alicerces fortes para continuarem, sobreviverem a nós mesmos ou até mesmo a circunstâncias adversas do mercado da economia, da vida em geral, as quais todos estamos sujeitos.
Em outras palavras, de incerta basta a vida! A “Governança” é uma forma de se trazer concretude, certezas à nossa convivência, organizar ao menos entre os membros daquela entidade, organização, família ou comunidade, as regras básicas que serão sempre levadas em consideração e serão observadas para se resolver qualquer questão que diga respeito àquele grupamento de pessoas, àquela comunidade, àquela família, àquela empresa, de modo a se privilegiar a continuidade do grupo, a boa convivência, as relações e, portanto, proteger os indivíduos de arroubos, inconsistências e até mesmo de si mesmos em alguns casos !!!
Tudo em nome do próximo, do filho, dos parentes, dos pares, da comunidade, da coletividade, da sociedade, da empresa que, em ultima palavra, é o que se estará garantindo através da atitude de se submeter todos os indivíduos a normas coletivas que garantirão a sustentabilidade da empresa, da família, da comunidade, do ente estatal, em detrimento dos interesses particulares de uns e outros que podem até ser legítimos, porém podem colocar em risco aquele “todo”, aquela coletividade que, ao fim e ao cabo, será o “veículo”, o “porto seguro” para o bom convívio sobrevivência no longo prazo, até mesmo das novas gerações dos indivíduos que integram a coletividade submetida ás regras de convívio de boa governança às quais estão submetidos.
Santa governança!! Que bom que podemos tê-la!!! A existência dessas normas, bem-feitas, discutidas e implementadas, significa proteção e certeza de continuidade e progresso do conjunto das pessoas submetidas a ela, e, por decorrência logica, daqueles indivíduos e daquela pessoa jurídica (empresa, entidade publica) que deriva daquele grupamento submetido às normas de convivência, de “Governança”.
Sigamos então a “Governança” como uma “estrada para o futuro” das organizações, sabendo que não a ter, pode representar risco de continuidade e pouca capacidade para a resolução de conflitos internos e externos àquela sociedade, família, empresa e/ou grupamento de pessoas, ao passo que tê-la, pode significar uma “receita de bolo” para a resolução de potenciais conflitos internos e externos e passaporte da continuidade/crescimento da empresa familiar.[:]