[:pt]E não é que já passamos bastante do dia 31 de outubro de 2.019 e o mundo não acabou? Aliás, diga-se de passagem, sequer ocorreu o tal do “Brexit” já que postergado mais uma vez….
Já aqui em terras de “Santa Cruz”, há cerca de 02 (duas) semanas, o Supremo Tribunal Federal derrogou a posição anterior cunhada pelo próprio Supremo Tribunal Federal (pode isso Arnaldo ?!?!) que previa a possibilidade de prisão de um réu antes de esgotados os recursos aos tribunais superiores, desde que a prisão fosse definida com base em última (e recorrível) decisão de segundo grau em processo criminal que avaliasse e sopesasse as provas e se decidisse então pela culpabilidade desse réu e, pasmem senhoras e senhores, o mundo tampouco acabou e ainda se aprovou em rodada final no Senado a Reforma da Previdência (outro sinal do final dos tempos que chegou e… nada !!).
“Tempos Estranhos”[1] como bem apontou o nosso especialista Ralph Melles Sticca em seu último artigo publicado na plataforma.
Temos insistido que as famílias empresárias, os empresários, as empresas familiares, os empreendedores em geral, enfim, o pai e mãe de família tem sido verdadeiros “heróis nacionais” nesse contexto de extremos que vivemos, já que precisam tomar decisões no dia a dia de suas vidas, decisões estas importantes e que impactam a si e aos seus no curto, médio e longo prazos.
Nesse contexto, infelizmente, as necessidades da vida real têm sido relegadas a um plano secundário, dando-se mais valor ao “dever ser” dos “posts” no Twitter ou nas redes sociais do que as necessidades vitais das organizações, das famílias empresárias e stakeholders.
Entretanto, para o empresário não há tempo a se perder com isso já que os meios de comunicação e a sociedade em geral – hoje em dia, infelizmente, até governos – já se ocupam em perder muito tempo da vida real repercutindo “postagens” da vida alheia e questões de “altíssima indagação”, tais como a luta fratricida entre os “bolsominions” e os “mortadelas” para ver quem vai dar a última palavra de ordem e vai “lacrar” o “adversário”, somente como exemplo.
O tempo urge e o ano de 2.020 está batendo às portas das empresas familiares e das famílias empresárias, lembrando-nos da necessidade de tomar decisões definindo um sem-número de questões com a máxima urgência e responsabilidade e que essas decisões repercutirão a fundo nas nossas vidas e negócios, bem como que precisamos trabalhar duro para construir “cenários” para a tomada dessas decisões com o máximo de acuidade e realismo possível.
É que com a taxa de jutos nos patamares que se encontram temos que mudar a nossa forma de investir, não é mesmo? Além disso, será que finalmente será aprovada a tal da “Reforma Tributária”?
Como a minha empresa poderia aproveitar melhor o novo contexto normativo? E a nova legislação empresarial e trabalhista? Como impactam o meu ambiente de negócios? Impactam favoravelmente ou não? Além dos novos marcos regulatórios para o “negócio velho”, temos outros negócios a explorar?
De repente o trem de pouso do avião toca o solo …
Chegamos de nossa viagem à Londres cheio de dilemas para resolver, certezas e com novos desafios postos à frente, mas principalmente sabendo que o pior já passou – o mundo não acabou – e novos desafios, ainda maiores e mais importantes, estão adiante de nós para os superamos com muito trabalho, dedicação, concentração e, principalmente, “resiliência empresária”.
Táxi!!! Aceita cartão? Para onde? Sei lá só me leva para algum lugar onde eu possa trabalhar em paz……
[1] Vide artigo publicado nessa mesma plataforma em 04/11/2019, de nossa autoria, intitulado: “Sua Empresa está preparada para prosperar em tempos modernos (ou estranhos)?”
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