O ano já começou e dessa vez muito antes do carnaval! Vamos lá fazer a nossa parte e ajudar a nossa empresa a prosperar

[:pt]Pois é; quem diria, a década começou com tudo… e não é que o “Brexit” aconteceu? E nem por isso o mundo acabou como havíamos tratado em artigos publicados nesta plataforma em 21/10/2019 e 25/11/2019.

Afora o efeito colateral do “Megxit[1]” amplamente noticiado pela imprensa, tudo ficou “de pé” e as empresas britânicas e europeias já estão trabalhando no “dia seguinte” dos rescaldos do Brexit, o que ocorrerá em prazo assinalado na denúncia do Tratado de Roma, onde restou estabelecida a saída do Reino Unido (nem todos os reinos, mas ainda unidos, denunciaram o tratado) da União Europeia.

Após o período de transição de 11 (onze) meses contados do último dia 31/01/2020, tudo mudará e as famílias empresárias e empresas familiares do Reino Unido, que são muitas, estatisticamente falando, estão se preparando para as novas regras que vão viger a partir de 2021.

Enfim, mudanças acontecem e como temos tratado aqui, precisamos encará-las de frente e planejar, atuar e gerir estes processos. Ter atitude de gestão, atitude de governança e de atendimento às leis e regras das empresas, moldando-as, ajustando-as e levando-as à prosperidade.

E no Brasil, o que temos visto nesse início de ano? Algumas questões também, sacudiram a economia, questões globais como o coronavírus, cujo epicentro da epidemia começou na China, mas que em um mundo globalizado rapidamente se alastrou e se difundiu, gerando efeitos nas mais diversas esferas da vida, inclusive na empresarial e na economia, como um fato – triste, diga-se de passagem – mas que nos ensinou sobre um assunto que tratamos muito neste espaço: como é importante o planejamento sucessório – que foi a notícia da trágica morte do apresentador Gugu Liberato.

Infelizmente, além da trágica e chocante partida de uma pessoa querida para a família e para muitos brasileiros, tal evento mais uma vez nos demonstrou o quanto é frágil a nossa existência, como seres humanos.

Ora, se isso é fato, ou seja, a vida é frágil e um “sopro”, por que temos dificuldade de planejar o momento da sucessão empresarial ou pessoal?

Como temos dito, se as empresas podem e devem se planejar para eventos decorrentes de rupturas políticas, crises econômicas e sociais etc. como o Brexit, porque não podem e devem se preparar para o desenrolar de processos naturais, como o falecimento de um patriarca ou de uma matriarca de uma família?

O referido evento, falecimento do apresentador Gugu Liberato, trouxe uma grande lição às famílias empresárias, já que ele, muito bem-sucedido na vida profissional e empresarial, decerto não lançou um olhar mais atento sobre tais questões do planejamento familiar e sucessório, já que conforme também noticiado pela imprensa fartamente, também na semana passada, verificou-se uma disputa judicial pela herança, desencadeada pela leitura do testamento.

Enfim, seria o testamento uma das ferramentas de planejamento sucessório. Decerto que sim e assim está na lei civil brasileira. Mas seria a única? Não, pois existem muitas outras ferramentas de planejamento e gestão das questões sucessórias que, de alguma forma, poderiam ajudar a “aparar arestas” familiares e até mesmo minimizar os conflitos que, segundo a imprensa, eclodiram após a leitura do testamento feito pelo apresentador.

Dito isso, vamos voltar ao tema em outras oportunidades, certamente, já que a situação, apesar de delicada, apresenta uma série de aspectos a serem tratados e que são objeto de nossas discussões na youShare sobre “Governança e Sucessão”, porém não sem antes nos dar a oportunidade de ressaltar mais uma vez o quanto o não planejamento desses eventos que são tão naturais dada a nossa frágil existência, podem “desembocar” em dissabores, talvez até tão relevantes quanto a dor da perda de um ente querido.

Vamos lá então. O ano começou bem antes do carnaval dessa vez e já temos muito sobre o que pensar e discutir. Vamos lá tentar fazer a diferença na vivência das famílias empresárias e das empresas familiares.

[1] Como ficou conhecida a recente crise na realeza britânica causada pelo desejo do príncipe Harry e de sua esposa não mais “aderirem” ao “establishment” e desvincularem suas atividades das obrigações da família real britânica.[:]

André Ricardo Passos de Souza